Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Porta-Chaves

                               

        É nestas ruelas que, durante o dia, pairam a calma e o silêncio, mas... durante a noite a agitação e o divertimento são uma constante.

                      

Entre casas, janelas e varandas passa-se tudo o que de mais belo  pode acontecer por Chaves. 

 

"Da mais alta janela da minha casa

Com um lenço branco digo adeus

Aos meus versos que partem para a humanidade.

 

E não estou alegre nem triste.

(...)

Passo e fico, como o Universo."

                                               

                                                              Alberto Caeiro

 

    Aqui estemos, na Praça Camões, uma homenagem ao grande poeta da literatura portuguesa.

 

"Algum repouso, enfim, com que pudesse

Refocilar a lassa humanidade

Dos navegantes seus, como interesse

Do trabalho que encurta a breve idade.

Parece-lhe razão que conta desse

A seu filho, por cuja potestade

Os deuses faz decer ao vil terreno

E os humanos subir ao céu sereno."

 

Luís Vaz de Camões, in Os Lusíadas

 

                                                

                            

 

"Hé-lá as ruas, hé-lá as praças, hé-lá-hô la foule!

Tudo o que passa, tudo o que pára às montras!

(...)

Tudo o que passa, tudo o que passa e nunca passa!

Presença demasiadamente acentuada das cocottes;

Banalidade interessante (e quem sabe o quê por dentro?)

Das burguesinhas, mãe e filha geralmente,

Que andam na rua com um fim qualquer."

                         

                                                                             Álvaro de Campos

     

 

"Passar a limpo a Matéria

Repor no seu lugar as cousas que os homens desarrumaram

Por não perceberem para que serviam

Endireitar, como uma boa dona de casa da Realidade,

As cortinas nas janelas da Sensação

E os capachos às portas da Percepção

Varrer os quartos da observação

E limpar o pó das ideias simples...

(...)"

 

                                                             Alberto caeiro

 

 

"A palidez do dia é levemente dourada,

O sol de Inverno faz luzir como o orvalho as curvas

Dos troncos de ramos secos.

O frio leve treme."

 

                                       Ricardo Reis

 

 

"Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me dias.

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!..."

 

                                                                                    Álvaro de Campos

publicado por flavicirc às 15:06

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